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JAN

Museus sensoriais em Salvador

Novos Espaços Carybé das Artes e Pierre Verger da Fotografia fazem sucesso na nova Barra em Salvador


Os novos Espaços Carybé das Artes e Pierre Verger da Fotografia, instalados nos fortes São Diogo e Santa Maria, na Barra, atraíram um público grande neste primeiro fim de semana de funcionamento. Soteropolitanos aproveitaram os dias de descanso para conhecer os espaços e aprender um pouco mais sobre a vida e obra dos dois artistas, que deram contribuição para a cultura da Bahia. Os dois espaços foram inaugurados na sexta-feira (13).

A enfermeira Meire Lemos, 60 anos, ficou encantada com a organização do acervo no Espaço Carybé das Artes. “Estou achando maravilhoso, tudo muito bem arrumado, com muita tecnologia. Achei muito completo e muito interessante fazer tudo com interatividade”, contou. 

No Forte São Diogo, o visitante pode conhecer o estúdio e a casa de Carybé por meio de uma visita virtual, a partir de um óculos de realidade virtual, que projeta as imagens. Dá para saber um pouco mais de cada obra, e circular por diversos ambientes. Com suas próprias mãos e com a ajuda de sensores eletrônicos, a aposentada Darci Munduruca, 70 anos, pintou um quadro. “Eu adoro essas coisas, quando vi que ia ter a inauguração e vi que tinha tanta interatividade, logo pensei em trazer minhas netas para conhecer”, contou.

Darci foi também com o filho, o guia de turismo Luciano Munduruca, 36. “Eu estou achando muito interessante e acho que os museus devem ser assim, interativos, que tenham esse formato mais sinestésico, porque atrai mais visitantes e difunde a cultura”, avaliou. 

Andando um pouco mais pela Orla da Barra, se chega ao Forte Santa Maria e, ao subir as escadas, diversas fotografias chamam atenção. Retratos em preto e branco e colorido tomam conta das paredes. Ao lado, um acervo de câmeras fotográficas de diferentes tipos e épocas. Tudo do acervo de Pierre Verger. Mas também paisagens urbanas, cultos afro-brasileiros e do interior da Bahia fazem parte da exposição permanente.

Para a juíza Adriana Nico, 43 anos, todo o espaço é de primeiro mundo. Ela destacou o tratamento dos guias no local. “Eu fiquei impressionada com a paciência e o preparo dos profissionais aqui para explicar como tudo funciona. As pessoas estão de parabéns. Aqui está de primeiro mundo, não deixa a desejar a nenhum museu na Europa”, afirmou.

Os dois espaços vão funcionar todos os dias, exceto às terças-feiras, sempre das 11h às 17h. O ingresso para visitar os dois museus custa R$ 20, mas estudantes pagam meia-entrada e às quartas-feiras, a entrada é grátis para qualquer pessoa. Quem visita os espaços também pode conhecer as instalações dos fortes.

04 de Janeiro de 2017